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gotulejando
 


o gozo quando explode goza
extrapolando a forma
ato
ato
ato nu ato
nem líquido nem plástico
visgo
e agora escorre
e fresco,
na pele...
seca,
sublimação.
o que resta é respiro - respiração -
sombra de cheiro.
sábio gozo o livre.
livra-se a si
incolor e livre
explodido e livre
gozo
respírito
livre liberto liberado
afeto
e solto
afetando
penetrando
perpétuo tudo que é.


Escrito por Paula Duarte às 22h07
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toma tudodevez
toca tudunavoz
traga tudotodo

tutta
tutti...

tato
tato
tato

at o at
a

quimeras
atmosferas sonoras

 



Escrito por Paula Duarte às 22h06
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boi

no alto a bandeira

brilho de timbres de unos e unos e mais ronco estalo ronco
de era corpo coletivo corpo,
ágoragirando
corpo coletivo corpo

"a turma de Pindaré...
é pesada no boiar
o conjunto é brasileiro
a força Deus é quem dá"

"levanta boi
e vai
que é pro homem ver
que boi também chora"

"urrou urrou
urrou urrou
meu novilho brasileiro
que a natureza criou"

ê boi ê boi ê boi.....

colheita viva
colheita viva
colheita viva

rodas moventes tal qual mar aos pés
ondas
de corpos e ventos

s de tu,
sua de seu chico de você de chico de tipo assim, cisco

chuva,
chega, enche a caneca esmera um vazio de agora, um algo assim de como eu,
e meio bêbado troca de lugar

e, suspensa, entre a melodia e o tambor

a lua e o transe
o bicho o berro e o fogo de um breu que é bem natureza

natural fraternal
fraternal
fraternal

o corpo do corpo um naturo

naturo criado
natureza
e crias
e mais natureza


- morro do querosene, nascimento do boi, 19.04 -


Escrito por Paula Duarte às 21h58
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acúmulos colores camadas colores descamadas colores escamas colores descamas colores

espaço

improviso

espaço

trans borda versa bran cria cura ção



Escrito por Paula Duarte às 21h57
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aberta como uma fenda
vermelha como uma fêmea
exposta como um contorno
venosa como um delírio, lírica
cereja

 

 



Escrito por Paula Duarte às 21h57
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intro intra
vertido, venoso e verbal
imerso em in
Giro
pluri plurais contradizem, pesam, põe e contrapõem

eu am
bicioso
bivalente
ambíguo...

eu i-legal
im-possível
im-produtivo

ânonimo amoral ateu amorfo afônico percorrem-me retrocessos

in -vertido - giro
intra, intra, intra
eu anti-herói, arquiduque, arquétipos ad-juntos, é são

per
corro
plexo
sem onde
sem onde sem onde
sem onde
sem mim
onde embrião do hemisfério central

Met
Amor
condição ou processo

eclipse ao ar livre com os olhos cheios de nada


Escrito por Paula Duarte às 17h36
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23.05

Ela, então, amava cada coisa.
O criado mudo ao lado da cama, de madeira clarinha beirando o bege, quando cheio de livros, copo de chá, abajur apoiados sobre ele. Eles ali numa íntima relação acomodada, relíquias dos ânimos dela.
Comera, bebera, lera poesia, vira um filme tão lindo de dança sobre vida, sobre dor, sobre alegria, sobre regozijo, sobre velhice do corpo, ânimo da ânima. Sobre dançar tudo isso...
Amava sentir suas nádegas acomodadas no colchão,o macio das cobertas. A temperatura quente entre elas e os pés (por isso tirava as meias).

Gostava do que escrevia. Sentir o gosto das palavras; 
era assim que conseguia sentir-se.
Através.
Olhava as máscaras, cada uma em sua vibração, que também eram nela. Elas.
O pequeno pingente branco da gargantilha pendurada ali na janela brincava de proteção. Filtrado o ar que invadia as frestas, bem-vindo era.

Bem-vinda era ela.

Ali deitada, seu corpo era berço. A da rua, a do som, a da casa, a que via; o ar transversava ela. Que num impulso de registro do belo escrevia sobre amor antes de um gole do chá quente.
A pergunta era:
- "Amava-se?"

Mas isso, ela teria que desconhecer sozinha



Escrito por Paula Duarte às 01h12
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E de novo, aquela já sensação...as mãos....

as mãos de seu corpo, de quem?

 

sendo era

seria sendo era

 

ela?



Escrito por Paula Duarte às 01h12
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no instante sincero, desconhecia a própria mão que olhava;

desconhecida, a própria mão que olhava, que era a sua.



Seria ela a mesma?



Escrito por Paula Duarte às 01h10
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virar lá na rua

ruar nela toda

solar no mar do mundo

chegar em alguém lugar

mergulho o corpo num risco e avanço no traço

do seu

tom

si melodia transbordando em si poeta...si poeta transbordando em si melodia

lá solo sagrado

mi solo sereno e livre.

fecunda o vento, a terra em lá molhado

de vento, de terra, de pranto

pra além da dor, da terra, do ar

amor globalizado

sorrir é fim? ou caminho?

um passeio entre lá e cá

permeio

as vezes também desconheço...

o milagre acontece na beleza do desconhecido

conhecert-te desconhecer-te

como é bom

Gratidão à Camila Duarte, amiga desse diálogo, o qual simbolicamente quis guardar aqui



Escrito por Paula Duarte às 01h08
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LEMNISCATA

tuti elemento ar
chega quando chama e chama quando nada
terra de tu
molha quando cala e olha quando colhe
quadrática moldura etérica
quente-bela 
heras
de quinto elemento 
tento 
tento
tanto 
ar
tenra dança
terna eterna'liança de si
infante no instante de si
de si
descida 
des causa
despida 
de ceda

qual intento? de elemento, qual arco?
qual galope?
enfim quando do possível encontro da virgem com o centauro
na geo terra de atlas:

lemniscata.

mescla de fusão no eterno instante vivo
no indefinido 
expandido afunilado transversado
Ouroborouroborouroboros tal cascata no ar zero da quim'era dispersa na esfera de ouro de pégasus.



Escrito por Paula Duarte às 02h15
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estando nua trocaria de uma pele molhada para uma pele seca.
seca de dois lados, 
hera seria
e cresceria 
depois verde
já despida
trocaria de pele
e o já seria movimento de raiz
das profundezas, às profundezas do ar
esticada
toda aberta.
verde.



Escrito por Paula Duarte às 02h15
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com a boca na face da terra
morava
dentro da orbita
da boca, do céu, da noite.
coravam
onde cor era urgência em olhos turvos de espaço
quando espaço eram manchas de clarividência
o filho prodígio
a terra propícia

(Terra de Águas)
 — com João Batista De Brito Cruz.



Escrito por Paula Duarte às 15h09
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Toda noite eu desmancho,
e durmo
adentrando lá,
onde não existe
Boa noite 
e já não sei quem sou,
se sou,
onde começo e termino.
Religada ao que
não sou parte
Sendo, sou
parte sou uno 
e uno    

sendo esqueço.

De tudo pois, que sabe o Universo de si 
que sabe o sol  
sobre os planetas 
os sistemas 
sobre

os sistemas, os planetas
e o sol...

Toda noite eu fecho os olhos e me ofereço


e oferecendo 
adentro
a mais um banquete 

aos deuses que se alimentam de deuses.



Escrito por Paula Duarte às 20h32
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deslumbrante é o Homem quando olha no olho de outro Homem e, semi-Deus que é, avista o Olimpo inteiro.



Escrito por Paula Duarte às 21h00
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